Quis trazer-te pra mim do abismo em que se encontravas, quis falar-te coisas belas e ensinar o quanto a vida vai além do
aprisionamento pessoal. Esqueci de dizer-te que sem amor, não se pode viver, aprender e ensinar nada... Esqueci de falar-te que o amor chegou em mim, enfim.. Te levei para passear com seu cachorro, tomamos sorvete e vimos o quanto o por do sol é lindo ao lado de quem a gente gosta. Mas esqueci novamente de perceber e entender que aquele era o nosso momento e você era aquela pessoa que eu tanto amei.
Quis mostrar-te que apesar de todo o sofrimento que existe nesse mundo, a grande alegria da vida é conhecer o maravilhoso da essência humana. É fazer e tornar grande nossos sonhos, ver além do natural, do aparente. Mas você abriu-se de tal forma ao mundo, que buscou muito além das experiencias que eu poderia oferecer, foi atrás de outros abrigos, outros cheiros e jardins, só que não soubeste escolher as melhores flores.. Tornou-se brusco, ríspido e agora terei que deixá-lo seguir sozinho, pois acobertá-lo e tentá-lo proteger foi meu maior erro.
Talvez um dia perceberias que o mais belo homem é o que mantém sempre vivo seu coração de mulher. E com todo o movimento de nossa relação, chegamos a uma síntese surreal de vida. Vivemos o paradoxo amor-ódio que alimenta uma sub-condição e dependência do outro. Eliminamos qualquer caráter harmônico de nossas canções de amor. E eu errei. Errei te mostrando o mundo, esqueci de dizer quem era e o que queria, eu não sabia que te amaria. E não sabia onde tudo terminaria.
Tentei mostrar-te o mundo, mas o mundo não se mostra, se percebe, se entende, se sente.